Copa do Catar: Brasil terá dois árbitros e primeira mulher como bandeirinha

 


O Comitê de Arbitragem da Fifa divulgou, nesta quinta-feira (19), a lista de 36 árbitros, 69 árbitros assistentes e 24 árbitros de vídeo que participarão da Copa do Mundo do Catar, no fim do ano.
Entre os selecionados, o Brasil será representado por dois árbitros e cinco auxiliares.

O paulista Raphael Claus, que está no quadro da Fifa desde 2015, e o goiano Wilton Pereira Sampaio, parte do quadro da entidade desde 2013, apitarão jogos do Mundial.

Além disso, pela primeira vez, o Comitê selecionou mulheres para a arbitragem da Copa. Entre as seis escolhidas, está a árbitra assistente catarinense Neuza Back.

Ela faz parte do quadro da Fifa desde 2014, e também já esteve na arbitragem das Olimpíadas de 2016 e 2020, além da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019.

Os brasileiros Bruno Boschilia, Rodrigo Figueiredo, Bruno Pires e Danilo Simon completam a lista de auxiliares de arbitragem brasileiros que vão para o Catar.



“Como sempre, o critério que usamos é “qualidade em primeiro lugar” e os árbitros selecionados representam o mais alto nível de arbitragem mundial”, disse o presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.

De acordo com o diretor de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, os selecionados passarão por um acompanhamento de preparação para a Copa do Catar, “com uma avaliação final de aspectos técnicos, físicos e médicos a serem feitos pouco antes da Copa do Mundo, para que estejam nas melhores condições para quando a bola começar a rolar no Catar”.

O sistema do VAR foi implementado pela primeira vez na Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Serão 24 árbitros dedicados somente à equipe de vídeo para as partidas do Mundial deste ano.




A Fifa destacou que a implementação do VAR ainda não é uniforme entre as confederações esportivas, então há uma predominância de árbitros europeus e sul-americanos nesta categoria.

O presidente Pierluigi Collina ainda destaca a seleção das primeiras seis mulheres para a arbitragem da Copa.
“Isso conclui um longo processo que começou há vários anos com a implantação de árbitras nos torneios masculinos juniores e seniores da Fifa. Desta forma, enfatizamos claramente que é a qualidade que conta para nós e não o gênero”, argumentou Collina.

“Espero que, no futuro, a seleção de árbitras de elite para importantes competições masculinas seja percebida como algo normal e não mais extraordinário. Elas merecem estar na Copa do Mundo porque estão sempre em alto nível”, acrescentou.

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